Canasvieiras - Brasil

Distrito de Canasvieiras


O Distrito de Canasvieiras teve origem remota, porém foi oficializado como freguesia a partir de Lei Provincial Nº 008, de 15/04/1835. Sua área é estimada em 29,30 km² sendo que dele fazem parte, além da praia de Canasvieiras, as praias do Pontal, Jurerê, Praia do Forte e as localidades de Vargem Pequena, Ponta Grossa, Lamim e a sede, Canasvieiras.

As praias da costa norte da Ilha de Santa Catarina são muito freqüentadas pelos turistas durante a temporada de verão, recebendo uma população que equivale à de Florianópolis. São, em geral, turistas brasileiros e do Cone Sul, atraídos pelas praias extremamente belas, com areias finas e brancas e mar azul esverdeado de águas cristalinas. Além disso, Canasvieiras oferece completa infra-estrutura turística, parte dela em funcionamento durante o ano inteiro.

Suas praias, voltadas para a Baía Norte, foram palco de episódios históricos. A partir delas se descortina o panorama visualizado pela maioria das embarcações que visitaram o litoral catarinense, desde o século XVII. Atualmente são os transatlânticos que chegam à Barra Norte da Ilha de Santa Catarina, onde a paisagem natural ainda deslumbra os visitantes.

A Praia de Canasvieiras é o mais antigo balneário de Santa Catarina; defronte a ela está a Ilha do Francês. Segue-se a Praia de Canajurê, trecho desmembrado de Canasvieiras, após a Ponta dos Morretes. Depois vem Jurerê (a antiga Praia de Ponta Grossa); o nome baseia-se na denominação Carijó para a Ilha de Santa Catarina - Y-jurere-mirim. A Praia do Forte, como o próprio nome indica, fica na vizinhança mais imediata do Forte São José da Ponta Grossa. Em seguida, uma prainha de menos de 100 metros, conservou o nome Ponta Grossa; ela prossegue numa ponta de terra pronunciada, que recebe o nome de Pontal, um tranquilo balneário mais conhecido, na atualidade, por Daniela.

Praia de Canasvieiras

A ocupação da região de Canasvieiras é remota; há inclusive vestígios arqueológicos que indicam um Sambaqui já bastante destruído. Com a campanha de povoamento da Ilha de Santa Catarina, promovida entre 1748 e 1756, muitos imigrantes açorianos alojaram-se na região. Conta a tradição oral, que das extensas plantações de cana de um certo senhor Vieira, morador daquela localidade, originou-se o nome Canasvieiras. Este sobrenome ainda é comum entre os moradores da região. Ocorre que, canavieiro é também o nome que se dá ao plantador de cana-de-açúcar.

Além da cana de açúcar e da pesca abundante, as terras de Canasvieiras produziam mandioca, feijão, milho, algodão e café. Foi também a partir de 1780, o principal núcleo de cultivo do linho cânhamo em toda a Ilha de Santa Catarina, e daí pode também ter derivado o nome da região, Canasvieiras, pois canaveiral é o mesmo que canhameiral, que significa plantação de pés de cânhamo. Apesar da expressão que esta cultura inicialmente adquiriu, acabou se extinguido por completo.

Canasvieiras está ligada ao histórico episódio da invasão espanhola à Ilha de Santa Catarina, ocorrida em 1777. Nesta data, o espanhol Ceballos fundeou livremente sua imensa esquadra na Enseada de Canasvieiras, junto à ponta Norte da Ilha de Santa Catarina. Alí desembarcaram os espanhóis em 23 e 24 de fevereiro, marchando pela praia em coluna e se alojando próximos da fortaleza de São José da Ponta Grossa. Seguiram então para a freguesia de São José, sob o olhar assustado do povo, e, assim, teve início o curto período de menos de um ano em que a Ilha Catarinense esteve sob a bandeira da Coroa Hispânica.

Em 1835, Canasvieiras foi elevada à condição de Distrito, sob a invocação de São Francisco de Paula de Canasvieiras, desmembrando-se da freguesia de Nossa Senhora. das Necessidades e Santo Antônio.

Em 1843, a localidade tornou-se por freguesia - uma das seis mais antigas da Cidade do Desterro - conhecida também por São João Batista.

Nos séculos XVIII e XIX, Canasvieiras teve seu desenvolvimento favorecido pelo fato de ser caminho para o forte São José da Ponta Grossa e para os Ingleses do Rio Vermelho, além de possuir um bom ancoradouro e desenvolver atividades primárias. Serviu de divisa entre os Distritos de Canasvieiras e Rio Vermelho o Morro das Feiticeiras. Diversas localidades próximas, tais como Ponta das Canas, Ponta do Rapa (Lagoinha) e Cachoeira do Bom Jesus desenvolveram-se como núcleos de pesca artesanal ligados à Canasvieiras.

A igreja de São Francisco de Paula (1830) em Canasvieiras e um casario de singelas linhas coloniais, testemunham, na atualidade, a presença dos primeiros colonizadores de origem açoriana e a relevância histórica da localidade que se destacou como colônia de pescadores. A igreja é tombada pelo Decreto Municipal Nº 1.341/75 e todo o núcleo histórico está protegido por Lei Municipal Nº 2.193/85 como Área de Preservação Cultural - I.

Canasvieiras tornou-se em nosso século, um dos mais acessíveis balneários da Costa Norte, tendo grande desenvolvimento urbano e de serviços, o que fez com que, aliado à sua posição geográfica, polarizasse toda a região, funcionando como um mini-centro de prestação de serviços. É hoje, uma das praias de melhor infra-estrutura e de maior opção de lazer para a vida noturna durante o verão.

Praia do Pontal

Esta extensa praia de mar calmo é um balneário residencial de ocupação recente, que vem se consolidando através de iniciativas particulares, por meio de loteamentos e urbanização. A origem do nome Daniela para a Praia do Pontal, remonta à década de 1970, quando nasceu a neta de um empresário local, o Senhor João Prudêncio de Amorim, dono de alguns terrenos naquela praia. O loteamento mais antigo ganhou o nome Daniela, que alguns adotaram, por extensão, para a própria praia.

A conformação física deste cordão litorâneo de sedimentação recente não favorece condições de adensamento urbano, face às dificuldades para a implantação de infra-estrutura. Daniela ou Pontal é um balneário de interesse para os que preferem águas mais tranqüilas.

Jurerê

A localidade foi área de ocupação pré-cabralina, conforme atestam os vestígios arqueológicos alí encontrados. Posteriormente, desenvolveu-se uma comunidade de pescadores e agricultores atrelada ao cotidiano da Fortaleza oitocentista de São José da Ponta Grossa e bateria de São Caetano. Jurerê é caminho para a belíssima fortaleza, totalmente restaurada a qual é parte integrante do maior conjunto defensivo do sul do Brasil.

Atualmente Jurerê apresenta características tipicamente balnearias. A sua ocupação vem ocorrendo em função das iniciativas particulares, por meio de loteamentos, desencadeando um processo de ocupação bastante recente.

Este crescimento induzido permitiu uma maior organização urbana, principalmente no que se refere à infra-estrutura viária local. O crescimento de Jurerê ocorreu em ritmo bastante rápido, motivado principalmente pela facilidade de acesso propiciado pela rodovia SC-401.

As construções são, em sua grande maioria, de boa qualidade e o grande afluxo de veranistas e turistas acontece no verão. Jurerê oferece os mais diversos atrativos. Sedia clubes, hotéis e restaurantes e ali se desenvolve um extenso loteamento de categoria internacional, que tornou parte desta praia conhecida por Jurerê Internacional, ou Balneário de Jurerê Internacional.

Praia do Forte

Esta é uma pequena praia escondida entre as praias do Pontal (ou Balneário Daniela) e Praia de Jurerê, justamente na região conhecida por Ponta Grossa.

Ponta Grossa foi um pequeno arraial assentado sobre a praia e o outeiro do mesmo nome. Sua ocupação foi favorecida pela presença de fonte d'água, hoje representada pela carioca da Fortaleza de São José da Ponta Grossa. O nome Ponta Grossa, segundo Cascaes, era atribuído pelos pescadores ao lugar, por estar o mar sempre bravio.

Na encosta que sucede à praia foi construído em 1740, a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, que tinha por função defender a costa catarinense podendo cruzar fogos com a Fortaleza de Santa Cruz, na Ilha de Anhatomirim e com a Fortaleza de Santo Antônio, na Ilha de Ratones Grande. As três guardariam assim a entrada da Barra Norte da Ilha de Santa Catarina, controlando as embarcações que chegassem ao litoral catarinense, a meio caminho entre o porto do Vice-reino português, no Rio de Janeiro, e a Colônia de Santíssimo Sacramento, no Rio da Prata.

Entre as três fortalezas da Baía Norte ficavam os melhores pontos de aguada ao norte da Ilha de Santa Catarina, procurados pelos tripulantes das grandes embarcações oitocentistas, que fundeavam entre as ilhas e o continente, escolhendo entre as muitas e aprazíveis enseadas.

O melhor ancoradouro distava meia légua da Ilha Fortaleza. Ao aproximar-se de Anhatomirim, sob a observação das três fortalezas, todas hasteavam suas bandeiras portuguesas e um oficial vinha a bordo para questionar os objetivos daquela expedição e levar as informações ao Governador em terra. Posteriormente, um Chefe de Justiça ia até a embarcação, para fazer um processo verbal da ancoragem, da qualidade dos navios e dos motivos da visita àquele litoral

Só então das fortalezas eram enviados oficiais das guarnições que tinham como missão, acompanhar os viajantes nas suas expedições em terra e em visitas oficiais às autoridades locais, especialmente ao Governador, a quem era solicitado abastecer o navio de água, madeiras e provisões. A autorização para pescar, caçar ou passear também era ordenada pelo Governador.

A chegada de embarcações à costa, despertava grande curiosidade na população local e era motivo de certa agitação nos fortes. Além da rotina diplomática e administrativa, havia procedimentos de controle e segurança da comunidade local.

Os soldados das fortalezas eram escalados para acompanhar e observar o comportamento dos habitantes em relação aos estrangeiros. Embora os viajantes fossem tratados com extrema benevolência e delicadeza por parte da população local e das autoridades dos fortes, havia razoável controle sobre seus movimentos. Eram orientados para não se afastarem muito para os arredores das vilas e proibia-se a população local de acompanhá-los até as suas embarcações.

A maioria dos oficiais em terra se deslocava para a praia para receber as autoridades dos navios quando desembarcavam. Ocorriam visitas oficiais aos fortes e ao Governador da Capitania, com trocas de amabilidades e convites para jantares, além do oferecimento de ajuda e acompanhamento nas expedições em terra.

As três fortalezas foram construídas pelo Brigadeiro Militar José da Silva Paes, mas São José da Ponta Grossa tem valores especiais que guarda até a atualidade. Compõe um dos mais belos cenários construídos na Ilha de Santa Catarina. Localiza-se numa posição privilegiada, possuindo uma excelente visão da Baía Norte, estando numa ponta entre duas praias: Jurerê e do Pontal ou Balneário Daniela. Apresenta uma arquitetura bastante rica em elementos construtivos, que se distribui em três terraplenos escalonados, valorizando a volumetria e a plasticidade dos edifícios. É o único dos fortes catarinenses em que a capela ainda permanece entre os demais prédios, tais como a Casa do Comandante, o Paiol da Pólvora, a Casa da Guarda e o Quartel da Tropa.

Este forte é tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional e foi totalmente restaurado em 1992, constituindo um expressivo atrativo turístico cultural para a Ilha de Santa Catarina, recebendo anualmente centenas de visitantes. O monumento está inserido na Área de Preservação Cultural - I (Lei Municipal Nº 2.193/85).



...........................................................................................................................................................................................................................

Suítes / Serviços / Localização / Reservas / Contato / Florianopolis SC / Canasvieiras
Fotos / Site Map / Espanhol / Home

..........................................................................................................................................................................

Rua João de Oliveira 630 > Praia de Canasvieiras > Florianopolis SC - Brasil
Tel : (48) 3266-2415 / 3266-0187